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Koidexa
Koidexa

Elixir
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Elixir 0,5 mg/5 mL. Embalagem contendo 1 frasco com 120 mL acompanhado de copo-medida.
USO ADULTO E/OU PEDIÁTRICO
USO ORAL
Composição:
Cada 5 ml contém:
Dexametasona .................................................................................................................................................................... 0,5 mg
Excipientes q.s.p. .................................................................................................................................................................... 5 ml
Excipientes: álcool de cereais, sucralose, benzoato de sódio, glicerina branca, metilparabeno, propilparabeno, aroma de frutas
vermelhas, corante FDC red nº 40, ácido cítrico, água deionizada.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento
KOIDEXA (dexametasona) é um glicocorticóide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos antiinflamatórios.
Embora sua atividade antiinflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é
leve.
Indicações do medicamento
KOIDEXA (dexametasona) é usado principalmente em afecções alérgicas e inflamatórias e outras doenças que respondem
aos glicocorticóides.
Cuidados de conservação
Conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30º C). Proteger da luz.
Prazo de validade
Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de KOIDEXA (dexametasona) é de 24 meses
a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.
NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ALÉM DE NÃO OBTER O EFEITO DESEJADO,
PODE PREJUDICAR A SUA SAÚDE.
Gravidez e lactação
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao seu médico se
está amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
KOIDEXA (dexametasona) elixir não deve ser usado durante a amamentação, exceto sob orientação médica.
Cuidados de administração
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações Adversas
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: distúrbios gástricos, edema, fraqueza muscular, dor
de cabeça, vertigem, distúrbios menstruais que possam ser atribuídas ao tratamento.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Contra-indicações
KOIDEXA (dexametasona) está contra-indicado em pacientes com história de hipersensibilidade aos componentes da fórmula,
infecções fúngicas sistêmicas e a administração de vacina de vírus vivo.
O uso de KOIDEXA (dexametasona) em altas dosagens ou por tempo prolongado pode causar imunossupressão semelhante
a outros corticosteróides.
MEDICAMENTOS IMUNOSSUPRESSORES PODEM ATIVAR FOCOS PRIMÁRIOS DE TUBERCULOSE. OS MÉDICOS
QUE ACOMPANHAM PACIENTES SOB IMUNOSSUPRESSÃO DEVEM ESTAR ALERTAS QUANTO A POSSIBILIDADE
DE SURGIMENTO DE DOENÇA ATIVA, TOMANDO, ASSIM, TODOS OS CUIDADOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE
E TRATAMENTO.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AO PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Dexametasona elixir é um glicocorticóide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos antiinflamatórios. Embora
sua atividade antiinflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve. Em
doses antiinflamatórias eqüipotentes, a dexametasona é quase completamente isenta da propriedade retentora de sódio da
hidrocortisona e dos derivados intimamente relacionados a ela. Os glicocorticóides provocam profundos e variados efeitos
metabólicos. Eles também modificam a resposta imunológica do organismo a diversos estímulos.
A dexametasona possui as mesmas ações e efeitos de outros glicocorticóides básicos, e encontra-se entre os mais ativos de
sua classe. Os glicocorticóides são esteróides adrenocorticais, tanto de ocorrência natural como sintética, e são rapidamente

absorvidos pelo trato gastrintestinal. Essas substâncias causam profundos e variados efeitos metabólicos e, além disso,
alteram as respostas imunológicas do organismo a diversos estímulos. Os glicocorticóides naturais (hidrocortisona e
cortisona), que também possuem propriedades de retenção de sal, são utilizados como terapia de reposição nos estados de
deficiência adrenocortical. Seus análogos sintéticos, incluindo a dexametasona, são usados principalmente por seus efeitos
antiinflamatórios potentes em distúrbios de muitos órgãos. A dexametasona possui atividade glicocorticóide predominante
com pouca propensão a promover retenção renal de sódio e água. Portanto, não proporciona terapia de reposição completa, e
deve ser suplementada com sal e/ou desoxicorticosterona. A cortisona também age predominantemente como glicocorticóide,
embora a ação mineralocorticóide seja maior do que a da dexametasona. Seu uso em pacientes com insuficiência adrenocortical
também pode requerer suplementação de sal, desoxicortisona, ou ambos. A fludrocortisona, por outro lado, possui tendência a
reter mais sal; entretanto, em doses que proporcionam atividade glicocorticóide adequada, pode induzir a edema.
INDICAÇÕES
Condições nas quais os efeitos antiinflamatórios e imunossupressores dos corticosteróides são desejados, especialmente para
tratamento intensivo durante períodos mais curtos.
INDICAÇÕES ESPECÍFICAS
Alergopatias: Controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, não-susceptíveis às tentativas adequadas de
tratamento convencional em: Rinite alérgica sazonal ou perene, asma brônquica, dermatite de contato, dermatite atópica,
doença do soro, reações de hipersensibilidade a medicamentos.
Doenças reumáticas: Como terapia auxiliar na administração a curto prazo durante episódio agudo ou exacerbação de: Artrite
psoriática, artrite reumatóide, incluindo artrite reumatóide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de manutenção
de baixa dose), espondilite ancilosante, bursite aguda e subaguda, tenossinovite aguda inespecífica, artrite gotosa aguda,
osteoartrite pós-traumática, sinovite ou osteoartrite, epicondilite.
Dermatopatias: Pênfigo, dermatite herpetiforme bolhosa, eritema polimorfo grave (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite
esfoliativa, micose fungóide, psoríase grave, dermatite seborréica grave.
Oftalmopatias: Processos alérgicos e inflamatórios graves, agudo e crônico, envolvendo o olho e seus anexos, tais como:
Conjuntivite alérgica, ceratite, úlceras marginais corneanas alérgicas, herpes zoster oftálmico, irite e iridociclite, coriorretinite,
inflamação do seguimento anterior do olho, uveite e coroidite posterior difusa, neurite óptica, oftalmia simpática.
Endocrinopatias: Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (hidrocortisona ou cortisona como primeira escolha;
análogos sintéticos devem ser usados em conjunção com mineralocorticóides onde aplicável; na infância, a suplementação
mineralocorticóide é de particular importância), hiperplasia adrenal congênita, tireoidite não-supurativa, hipercalcemia
associada a câncer.
Pneumopatias: Sarcoidose sintomática, síndrome de Loeffler não-controlável por outros meios, beriliose, tuberculose
pulmonar fulminante ou disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada,
pneumonia aspirativa.
Hemopatias: Púrpura trombocitopênica idiopática em adulto, trombocitopenia secundária em adultos, anemia hemolítica
adquirida (auto-imune), eritroblastopenia (anemia por deficiência de hemâcias), anemia hipoplástica congênita (eritroide).
Doenças neoplásicas: No tratamento paliativo de leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.
Estados edematosos: Para induzir diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica sem uremia, do tipo idiopático
ou devido ao “lupus” eritematoso.
Edema cerebral: Pode ser usado para tratar pacientes com edema cerebral de várias causas. Os pacientes com edema
cerebral associado a tumores cerebrais primários ou metastásticos podem beneficiar-se da administração oral de KOIDEXA
(dexametasona). KOIDEXA (dexametasona) também pode ser utilizado no pré-operatório de pacientes com aumento da
pressão intracraniana secundário a tumores cerebrais ou como medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais
inoperáveis ou recidivantes e no controle do edema cerebral associado com cirúrgia neurológica. Alguns pacientes com edema
cerebral causado por lesão cefálica ou pseudotumores do cérebro podem também beneficiar-se da terapia com KOIDEXA
(dexametasona) por via oral. O uso de KOIDEXA (dexametasona) no edema cerebral não constitui substituto de cuidadosa
avaliação neurológica e controle definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.
Doenças gastrintestinais: Para auxílio durante o período crítico de colite ulcerativa e enterite regional.
Outras: Menigite tuberculosa ou com bloqueio subaracnóide ou bloqueio de drenagem, quando simultaneamente
acompanhado por adequada quimioterapia antituberculosa. Triquinose com comprometimento neurológico ou miocárdico.
Durante a exacerbação ou como tratamento de manutenção em determinados casos de “lupus” eritematoso e cardite aguda
reumática.
Prova Diagnóstica da Hiperfunção Adrenocortical.
CONTRA- INDICAÇÕES
INFECÇÕES FÚNGICAS SISTÊMICAS, HIPERSENSIBILIDADE A SULFITOS OU QUALQUER OUTRO COMPONENTE
DO MEDICAMENTO (VIDE “PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS”) E ADMIISTRAÇÃO DE VACINAS DE VÍRUS VIVO (VIDE
“PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS”).
Precauções e Advertências:
CASO O PACIENTE ESQUEÇA DE TOMAR UMA DOSE, DEVERÁ TOMAR A DOSE SEGUINTE COMO DE COSTUME, ISTO É, NA HORA REGULAR
E SEM DUPLICAR A DOSE. SE O PACIENTE PARAR DE TOMAR DEXAMETASONA ELIXIR APÓS TERAPIA PROLONGADA, ELE PODERÁ
EXPERIMENTAR SINTOMAS DE DEPENDÊNCIA INCLUINDO FEBRE, DOR MUSCULAR, DOR NAS ARTICULAÇÕES E DESCONFORTO GERAL.
DEVE-SE UTILIZAR A MENOR DOSE POSSÍVEL DE CORTICOSTERÓIDES PARA CONTROLAR AFECÇÃO EM TRATAMENTO E, QUANDO POSSÍVEL
A REDUÇÃO POSOLÓGICA, ESTA DEVE SER GRADUAL.
CORTICOSTERÓIDES PODEM EXACERBAR INFECÇÕES FÚNGICAS SISTÊMICAS E, PORTANTO NÃO DEVEM SER USADOS NA PRESENÇA DE
TAIS INFECÇÕES, A MENOS QUE, SEJAM NECESSÁRIAS PARA CONTROLAR REAÇÕES DA DROGA DEVIDO À ANFOTERICINA B. ALÉM DISSO,
EXISTEM CASOS RELATADOS EM QUE O USO CONCOMITANTE DE ANFOTERICINA B E HIDROCORTISONA FOI SEGUIDO DE AUMENTO DO
CORAÇÃO E INSUFICIÊNCIA CONGESTIVA.
RELATOS DA LITERATURA SUGEREM UMA APARENTE ASSOCIAÇÃO ENTRE O USO DE CORTICOSTERÓIDES E RUPTURA DA PAREDE LIVRE
DO VENTRÍCULO ESQUERDO APÓS INFARTO RECENTE DO MIOCÁRDIO; PORTANTO, TERAPÊUTICA COM CORTICOSTERÓIDES DEVE SER
UTILIZADA COM MUITA CAUTELA NESTES PACIENTES.
DOSES MÉDIAS E GRANDES DE HIDROCORTISONA OU CORTISONA PODEM CAUSAR ELEVAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL, RETENÇÃO DE
SAL E ÁGUA E MAIOR EXCREÇÃO DE POTÁSSIO. TAIS EFEITOS SÃO MENOS PROVÁVEIS DE OCORREREM COM OS DERIVADOS SINTÉTICOS,
SALVO QUANDO SE UTILIZAM GRANDES DOSES. PODE SER NECESSÁRIA A RESTRIÇÃO DIETÉTICA DE SAL E SUPLEMENTAÇÃO DE
POTÁSSIO. TODOS OS CORTICOSTERÓIDES AUMENTAM A EXCREÇÃO DE CÁLCIO.
A INSUFICIÊNCIA ADRENOCORTICAL SECUNDÁRIA INDUZIDA POR DROGAS PODE RESULTAR DA RETIRADA MUITO RÁPIDA DE
CORTICOSTERÓIDES E PODE SER MINIMIZADA PELA REDUÇÃO POSOLÓGICA GRADUAL. ESTE TIPO DE INSUFICIÊNCIA RELATIVA PODE
PERSISTIR POR MESES APÓS A CESSAÇÃO DO TRATAMENTO. POR ISSO, EM QUALQUER SITUAÇÃO DE ESTRESSE QUE OCORRA DURANTE
ESSE PERÍODO, DEVE-SE REINSTITUIR A TERAPIA DE CORTICOSTERÓIDE OU PODE HAVER A NECESSIDADE DE AUMENTAR A POSOLOGIA
EM USO. DADA A POSSIBILIDADE DE PREJUDICAR-SE A SECREÇÃO MINERALOCORTICÓIDE, DEVE-SE ADMINISTRAR CONJUNTAMENTE SAL
E/OU MINERALOCORTICÓIDE. APÓS TERAPIA PROLONGADA, A RETIRADA DOS CORTICOSTERÓIDES PODE RESULTAR EM SÍNDROME DA
RETIRADA DE CORTICOSTERÓIDES, COMPREENDENDO FEBRE, MIALGIA, ARTRALGIA E MAL-ESTAR. ISSO PODE OCORRER MESMO EM
PACIENTES SEM SINAIS DE INSUFICIÊNCIA DAS SUPRA-RENAIS. A ADMINISTRAÇÃO DAS VACINAS COM VÍRUS VIVOS É CONTRA-INDICADA
EM INDIVÍDUOS RECEBENDO DOSES IMUNOSSUPRESSIVAS DE CORTICOSTERÓIDES. SE SÃO ADMINISTRADAS VACINAS COM VÍRUS E
BACTÉRIAS INATIVADAS EM INDIVÍDUOS RECEBENDO DOSES IMUNOSSUPRESSIVAS DE CORTICOSTERÓIDES, A RESPOSTA ESPERADA
DE ANTICORPOS SÉRICOS PODE NÃO SER OBTIDA, ENTRETANTO, PODE REALIZAR-SE PROCESSOS DE IMUNIZAÇÃO EM PACIENTES QUE
ESTEJAM RECEBENDO CORTICOSTERÓIDES COMO TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO, COMO POR EXEMPLO, NA DOENÇA DE ADDISON.
O USO DE KOIDEXA (DEXAMETASONA) EM ALTAS DOSAGENS OU POR TEMPO PROLONGADO PODE CAUSAR IMUNOSSUPRESSÃO
SEMELHANTE A OUTROS CORTICOSTERÓIDES.
MEDICAMENTOS IMUNOSSUPRESSORES PODEM ATIVAR FOCOS PRIMÁRIOS DE TUBERCULOSE. OS MÉDICOS QUE ACOMPANHAM
PACIENTES SOB IMUNOSSUPRESSÃO DEVEM ESTAR ALERTAS QUANTO À POSSIBILIDADE DE SURGIMENTO DE DOENÇA ATIVA, TOMANDO,
ASSIM, TODOS OS CUIDADOS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E TRATAMENTO.
O USO DE DEXAMETASONA NA TUBERCULOSE ATIVA DEVE RESTRINGIR-SE AOS CASOS DE DOENÇA FULMINANTE OU DISSEMINADA, EM
QUE SE USA O CORTICOSTERÓIDE PARA O CONTROLE DA DOENÇA, EM CONJUNTO COM O ADEQUADO TRATAMENTO ANTITUBERCULOSO.
SE HOUVER INDICAÇÃO DE CORTICOSTERÓIDE EM PACIENTES COM TUBERCULOSE LATENTE OU REAÇÃO À TUBERCULINA, TORNASE
MISTER ESTREITA OBSERVAÇÃO, DADA A POSSIBILIDADE DE OCORRER REATIVAÇÃO DA MOLÉSTIA. DURANTE TRATAMENTO COM
CORTICOSTERÓIDE PROLONGADO, ESSES PACIENTES DEVEM RECEBER QUIMIOPROFILAXIA.
OS ESTERÓIDES DEVEM SER UTILIZADOS COM CAUTELA EM COLITE ULCERATIVA INESPECÍFICA, SE HOUVER PROBABILIDADE DE IMINENTE
PERFURAÇÃO, ABCESSOS OU OUTRAS INFECÇÕES PIOGÊNICAS, DIVERTICULITE, ANASTOMOSE INTESTINAL RECENTE, ÚLCERA PÉPTICA
ATIVA OU LATENTE, INSUFICIÊNCIA RENAL, HIPERTENSÃO, OSTEOPOROSE E “MIASTENIA GRAVIS”. SINAIS DE IRRITAÇÃO DO PERITÔNIO,
APÓS PERFURAÇÃO GASTRINTESTINAL, EM PACIENTES RECEBENDO GRANDES DOSES DE CORTICOSTERÓIDES, PODEM SER MÍNIMOS OU
AUSENTES. TEM SIDO RELATADA EMBOLIA GORDUROSA COMO POSSÍVEL COMPLICAÇÃO DO HIPERCORTISONISMO.
NOS PACIENTES COM HIPOTIREOIDISMO E NOS CIRRÓTICOS HÁ MAIOR EFEITO DOS CORTICOSTERÓIDES. EM ALGUNS PACIENTES, OS
ESTERÓIDES PODEM AUMENTAR OU DIMINUIR A MOTILIDADE E O NÚMERO DE ESPERMATOZÓIDES.
OS CORTICOSTERÓIDES PODEM MASCARAR ALGUNS SINAIS DE INFECÇÃO E NOVAS INFECÇÕES PODEM APARECER DURANTE O SEU USO.
NA MALÁRIA CEREBRAL, O USO DE CORTICOSTERÓIDES ESTÁ ASSOCIADO AO PROLONGAMENTO DO COMA E A UMA MAIOR INCIDÊNCIA DE
PNEUMONIA E SANGRAMENTO GASTRINTESTINAL.
OS CORTICOSTERÓIDES PODEM ATIVAR A AMEBÍASE LATENTE, PORTANTO, É RECOMENDADO QUE A AMEBÍASE LATENTE OU ATIVA
SEJAM EXCLUÍDAS ANTES DE SER INICIADA A TERAPIA COM CORTICOSTERÓIDES EM QUALQUER PACIENTE QUE TENHA DIARRÉIA NÃOEXPLICADA.
O USO PROLONGADO DE CORTICOSTERÓIDES PODE PRODUZIR CATARATA SUBCAPSULAR POSTERIOR, GLAUCOMA COM POSSÍVEL LESÃO
DOS NERVOS ÓPTICOS E ESTIMULAR O ESTABELECIMENTO DE INFECÇÕES OCULARES SECUNDÁRIAS DEVIDAS A FUNGOS OU VÍRUS.
CORTICOSTERÓIDES DEVEM SER USADOS COM CUIDADO EM PACIENTES COM HERPES SIMPLES OFTÁLMICA DEVIDO À POSSIBILIDADE
DE PERFURAÇÃO CORNEANA.
AS CRIANÇAS DE QUALQUER IDADE, EM TRATAMENTO PROLONGADO DE CORTICOSTERÓIDES, DEVEM SER CUIDADOSAMENTE OBSERVADAS
QUANTO AO SEU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO.
USO NA GRAVIDEZ E LACTAÇÃO: PELO FATO DE NÃO TEREM REALIZADO ESTUDOS DE REPRODUÇÃO HUMANA COM OS CORTICOSTERÓIDES,
O USO DESTAS SUBSTÂNCIAS NA GRAVIDEZ OU NA MULHER EM IDADE FÉRTIL REQUER QUE OS BENEFÍCIOS PREVISTOS SEJAM
CONFRONTADOS COM OS POSSÍVEIS RISCOS PARA A MÃE E O EMBRIÃO OU FETO. CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES QUE DURANTE A
GRAVIDEZ TENHAM RECEBIDO DOSES SUBSTANCIAIS DE CORTICOSTERÓIDES DEVEM SER CUIDADOSAMENTE OBSERVADAS QUANTO A
SINAIS DE HIPOADRENALISMO.
OS CORTICOSTERÓIDES APARECEM NO LEITE MATERNO E PODEM INIBIR O CRESCIMENTO, INTERFERIR NA PRODUÇÃO ENDÓGENA DE
CORTICOSTERÓIDES OU CAUSAR OUTROS EFEITOS INDESEJÁVEIS. MÃES QUE UTILIZAM DOSES FARMACOLÓGICAS DE CORTICOSTERÓIDES
DEVEM SER ADVERTIDAS NO SENTIDO DE NÃO AMAMENTAREM.
Interações medicamentosas:
O ácido acetilsalicílico deve ser utilizado cautelosamente em conjunção com os corticosteróides na hipoprotrombinemia.
A fenitoína, o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteróides, suscitando
redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia de corticosteróides.
Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante
a administração destas drogas.
Foram relatados resultados falsos-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com a
indometacina.
O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente nos pacientes que estejam recebendo simultaneamente
corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteróides têm alterado a resposta
a estes anticoagulantes. Estudos têm mostrado que o efeito usual da adição dos corticosteróides é inibir a resposta aos
cumarínicos, embora tenha havido algumas referências conflitantes de potenciação, não-corroborada por estudos.
Quando os corticosteróides são administrados simultaneamente com diuréticos depletores de potássio, os pacientes devem ser
observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia.
Além disso, os corticosteróides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo
resultados falsos-negativos.
Reações Adversas
DISTÚRBIOS HIDRO-ELETROLÍTICOS: RETENÇÃO DE SÓDIO, RETENÇÃO DE LÍQUIDO, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA EM PACIENTES
SUSCETÍVEIS, PERDA DE POTÁSSIO, ALCALOSE HIPOCALÊMICA, HIPERTENSÃO.
MÚSCULO-ESQUELÉTICAS: FRAQUEZA MUSCULAR, MIOPATIA ESTERÓIDE, PERDA DE MASSA MUSCULAR, OSTEOPOROSE, FRATURAS POR
COMPRESSÃO VERTEBRAL, NECROSE ASSÉPTICA DAS CABEÇAS FEMORAIS E UMERAIS, FRATURA PATOLÓGICA DOS OSSOS LONGOS,
RUPTURA DE TENDÃO.
GASTRINTESTINAIS: ÚLCERA PÉPTICA COM EVENTUAL PERFURAÇÃO E HEMORRAGIA SUBSEQUENTES, PERFURAÇÃO DO INTESTINO
GROSSO E DELGADO, PARTICULARMENTE EM PACIENTES COM DOENÇA INTESTINAL INFLAMATÓRIA, PANCREATITE, DISTENÇÃO ABDOMINAL
E ESOFAGITE ULCERATIVA.
DERMATOLÓGICOS: RETARDO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS, ADELGAMENTO E FRAGILIDADE DA PELE, PETÉQUIAS EQUIMOSES, ERITEMA,
HIPERSUDORESE, POSSÍVEL SUPRESSÃO DAS REAÇÕES AOS TESTES CUTÂNEOS, REAÇÕES CUTÂNEAS OUTRAS, TAIS COMO: DERMATITE
ALÉRGICA, URTICÁRIA E EDEMA ANGIONEURÓTICO.
NEUROLÓGICOS: CONVULSÕES, AUMENTO DA PRESSÃO INTRACRANIANA COM PAPILEDEMA (PSEUDO-TUMOR CEREBRAL, GERALMENTE
APÓS TRATAMENTO), VERTIGEM, CEFALÉIA, DISTÚRBIOS PSÍQUICOS.
ENDÓCRINOS: IRREGULARIDADES MENSTRUAIS, DESENVOLVIMENTO DE ESTADO CUSHINGÓIDE, SUPRESSÃO DO CRESCIMENTO DA
CRIANÇA, AUSÊNCIA SECUNDÁRIA DA RESPOSTA ADRENOCORTICAL E HIPOFISÁRIA, MORMENTE POR OCASIÃO DE “ESTRESSE”, COMO NOS
TRAUMAS NA CIRURGIA OU NAS ENFERMIDADES, DIMINUIÇÃO DA TOLERÂNCIA AOS CARBOIDRATOS, MANIFETAÇÃO DO DIABETE MELITO
LATENTE, AUMENTO DAS NECESSIDADES DE INSULINA OU DE AGENTES HIPOGLICEMIANTES ORAIS EM DIABÉTICOS E HIRSUTISMO.
OFTÁLMICOS: CATARATA SUBCAPSULAR POSTERIOR, AUMENTO DA PRESSÃO INTRA-OCULAR, GLAUCOMA E EXOFTALMIA.
METABÓLICOS: BALANÇO NITROGENADO NEGATIVO DEVIDO AO CATABOLISMO PROTÉTICO.
CARDIOVASCULARES: RUPTURA DO MIOCÁRDIO APÓS INFARTO RECENTE DO MIOCÁRDIO (VIDE “PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIA”).
OUTROS: HIPERSENSIBILIDADE, TROBOEMBOLIA, AUMENTO DE PESO, AUMENTO DE APETITE, NÁUSEA, MAL-ESTAR E SOLUÇOS.
POSOLOGIA
O tratamento é regido pelos seguintes princípios gerais: As necessidades posológicas são variáveis e individualizadas, segundo
a gravidade da moléstia e a resposta do paciente. A dose inicial usual varia de 0,75 a 15 mg por dia, dependendo da doença que
está sendo tratada (para os lactentes e demais crianças as doses recomendadas, terão, usualmente, de ser reduzidas, mas a
posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo).
A terapia com corticosteróides constitui auxiliar, e não-substituta para a terapia convencional adequada, que deve ser instituída
segundo à indicação.
Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração foi mantida por mais do que
alguns dias.
Em afecções agudas em que é urgente o pronto alívio, grandes doses são permissíveis e podem ser imperativas por um curto
período. Quando os sintomas tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade 

capaz de prover alívio sem excessivos efeitos hormonais.
Afecções crônicas são sujeitas a períodos de remissão espontânea. Quando ocorrerem estes períodos, deve-se suspender
gradualmente o uso dos corticosteróides.
Durante tratamento prolongado, deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina, tais como, o exame
de urina, a glicemia duas horas após refeição, a determinação da pressão arterial e do peso corpóreo e a radiografia do tórax.
Quando se utilizam grandes doses, são aconselháveis determinações periódicas do potássio sérico.
Com adequado ajuste posológico, os pacientes podem mudar de qualquer outro glicocorticóide para dexametasona.
Os seguintes equivalentes em miligramas facilitam mudar de outros glicocorticóides para dexametasona.
Dexametasona.........................................0,75 mg
Metilprednisolona e triancinolona..................4 mg
Prednisona e prednisolona............................5 mg
Hidrocortisona..............................................20 mg
Cortisona......................................................25 mg
Miligrama por miligrama, a dexametasona é aproximadamente equivalente à betametasona, 4 a 6 vezes mais potente que
a metilprednisolona e a triancinolona, 6 a 8 vezes mais potente que a prednisolona e a prednisona, 25 a 30 vezes mais
potente que a hidrocortisona, e cerca de 35 vezes mais potente que a cortisona. Em doses antiinflamatórias equipotentes,
a dexametasona é quase completamente destituída da propriedade retentora de sódio da hidrocortisona e derivados da
hidrocortisona intimamente ligados a ela.
Recomendações posológicas específicas: Nas doenças crônicas, usualmente não-fatais, incluindo distúrbios endócrinos e
afecções reumáticas crônicas, estados edematosos, doenças respiratórias e gastrintestinais, algumas doenças dermatológicas
e hematológicas, inicie com dose baixa (0,5 a 1 mg por dia), e aumente gradualmente a posologia até a menor dose capaz de
promover o desejado grau de alívio sintomático.
As doses podem ser administradas duas, três ou quatros vezes por dia.
Na hiperplasia supra-renal congênita, a dose usual diária é 0,5 a 1,5 mg.
Nas doenças agudas não-fatais, incluindo estados alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e subagudas,
a posologia varia entre 2 e 3 mg por dia; em alguns pacientes, contudo, necessitam-se de doses mais altas. Uma vez que o
decurso destas afecções é autolimitado, usualmente não é necessária terapia de manutenção prolongada.
TERAPIA COMBINADA
Nos distúrbios alérgicos agudos e autolimitados ou nas exacerbações agudas dos distúrbios alérgicos crônicos (por exemplo,
rinite aguda alérgica, ataques agudos de asma brônquica alérgica sazonal, urticária medicamentosa e dermatoses de contato),
sugere-se o seguinte esquema posológico, combinando as terapias parenteral e oral: 1º dia: Uma injeção intramuscular de 4
a 8 mg de dexametasona fosfato injetável (fosfato dissódico de dexametasona). 2º e 3º dias: Duas doses de dexametasona
(0,5 mg) duas vezes por dia. 4º e 5º dias: Uma dose de dexametasona (0,5 mg) duas vezes por dia. 6º e 7º dias: Uma dose de
dexametasona (0,5 mg) por dia. 8º dia: Exame clínico de controle.
Nas doenças crônicas, potencialmente fatais como o “lupus” eritematoso sistêmico, o pênfigo e a sarcoidose sintomática, a
posologia inicial recomendada é de 2 a 4,5 mg por dia; em alguns pacientes podem ser necessárias doses mais altas.
Quando se trata de doença aguda, envolvendo risco de vida, por exemplo, cardite reumática aguda, crise de “lupus” eritematoso
sistêmico, reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias, a posologia inicial varia de 4 a 10 mg por dia, administrados em, pelo
menos, quatro doses fracionadas.
A epinefrina é o medicamento de imediata escolha nas reações alérgicas graves. Dexametasona elixir é útil como terapia
simultânea ou suplementar.
No edema cerebral, quando é requerida terapia de manutenção para controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais
recidivantes ou inoperáveis, a posologia de 2 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, pode ser eficaz. Deve ser utilizada a menor dose
necessária para controlar o edema cerebral.
Na síndrome adrenogenital, posologias diárias de 0,5 mg a 1,5 mg podem manter a criança em remissão e prevenir a recidiva
da excreção anormal dos 17 – cetosteróides.
Como terapêutica maciça em certas afecções, tais como a leucemia aguda, síndrome nefrótica e o pênfigo, a posologia
recomendada é de 10 a 15 mg por dia. Os pacientes que recebem tão alta posologia devem ser observados muito atentamente,
dado o possível aparecimento de reações graves.
Teste de supressão da dexametasona: 1. Teste para síndrome de cushing – dê 1 mg de dexametasona por via oral, às
23 horas. Às 8 horas da manhã seguinte, colha sangue para a determinação do cortisol plasmático. Para maior acurácia, dê
0,5 mg de dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é realizada para
determinar a excreção dos 17 – hidroxicorticosteróides.
2. Teste para distinguir a síndrome de cushing causada por excesso de ACTH, hipofisário da síndrome de Cushing por outras
causas. Dê 2,0 mg de dexametasona por via oral a cada 6 horas, durante 48 horas. A coleta de urina durante 24 horas é
realizada para determinar a excreção dos hidroxicorticosteróides.
SUPERDOSE
São raros os relatos de toxicidade aguda e/ou morte por superdosagem de glicocorticóides. Para a eventualidade de
ocorrer superdosagem, não há antídoto específico, o tratamento é de suporte e sintomático. A DL 50 de dexametasona em
camundongos fêmea foi de 6,5 g/Kg.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado de corticosteróides, devem ser cuidadosamente observadas quanto
ao seu crescimento e desenvolvimento.
As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para pacientes idosos, observando-se as orientações
específicas para grupos de pacientes descritos nos itens “Precauções e Advertências” e “ Contra-indicações”.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS - 1.0043.0966
Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258
EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA.
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